Placa de homenagem ao alveitar João Pacheco Pimentel

Poder Local

No centenário de nascimento do nordestense João Pacheco Pimentel, a Câmara do Nordeste descerrou uma placa de homenagem na residência deste, na pitoresca zona da Nazaré da Vila do Nordeste.

Este marco simbólico, que ficará para a posteridade, pretendeu assinalar a relevância de João Pacheco Pimentel para o património imaterial do concelho do Nordeste, como alveitar que deixou um legado profissional e sentimental que ultrapassa o seu concelho.

Sem diploma, mas com grande sabedoria, durante longos anos foi o apoio no socorro e tratamento de animais doentes, numa altura em que os serviços de veterinária eram praticamente inexistentes.

A comemoração do centenário do nascimento de João Pacheco Pimentel foi proposta ao município do Nordeste, em novembro deste ano, por Luís Óscar, autor do livro lançado em 2019, “São Coisas, a Vida de João Pacheco Pimentel”.

A proposta foi, no imediato, acolhida pelo vice-presidente da autarquia, que tem a seu cargo o pelouro da cultura, como sendo mais um marco que assinala a relevância de João Pacheco Pimentel para o património imaterial do concelho do Nordeste.

Para a câmara municipal foi uma honra e motivo de grande satisfação a forma calorosa como entidades, familiares, amigos, vizinhos e conhecidos marcaram presença na homenagem hoje prestada, mostrando o seu apreço pela pessoa e pelo profissional que foi o nordestense João Pacheco Pimentel.

A placa foi descerrada pela vereadora do município Sara Sousa, em representação do presidente da câmara municipal, e por Luís Venâncio Silva, amigo do homenageado e impulsionador da ideia do livro “São Coisas, a Vida de João Pacheco Pimentel”.

Para o município, esta foi “mais do que uma cerimónia administrativa, sendo um momento de reconhecimento do valor incalculável que a sabedoria popular e a dedicação de um homem tiveram para o sustento e a vida das nossas comunidades”, referiu a vereadora Sara Sousa na sua intervenção.

João Pacheco Pimentel, para todos, conhecido pelo Tio João, “foi um arquivo vivo da nossa terra. A sua vida foi pautada pelo trabalho e por uma profunda compreensão do mundo que o rodeava. Era ponto de equilíbrio e o repositório da experiência, um homem que soube ler os sinais da natureza, do clima e, acima de tudo, dos animais, que eram a riqueza de cada família do concelho” acrescentou Sara Sousa.

O Tio João, com o seu saber empírico transmitido por gerações, enfrentava todos os caminhos e todas as intempéries, desde a Grota do Bravo à Salga ou às Furnas,  estendendo o seu raio a todo o concelho-vizinho da Povoação, sendo o seu oficio uma missão nesta metade nascente da ilha.
“Ele não tratava apenas feridas ou doenças; ele reparava o tecido social, devolvendo a esperança aos agricultores e garantindo que o ciclo da vida rural pudesse continuar”, sublinhou a vereadora da câmara municipal.

O conhecimento que detinha, alicerçado na observação e na prática, demonstra a capacidade de adaptação e a inteligência das gentes locais em criar soluções onde a ciência formal ainda não chegava.

Todas estas qualidades do nordestense João Pacheco Pimentel foram salientadas não só pela representante do município, como por Luís Venâncio Silva, da freguesia de Água Retorta, que conheceu bem o homenageado e considerou que o seu legado era merecedor de ficar registado na história do concelho do Nordeste.

A homenagem hoje realizada encerrou com a oferta do livro “São Coisas, A Vida de João Pacheco Pimentel”, com uma nota comemorativa do centenário de nascimento.

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