Governo dos Açores inclui jovens residentes na diáspora no programa “Bento de Góis”

Notícias dos Açores

Os jovens naturais dos Açores ou descendentes de açorianos a residir nas comunidades portuguesas da diáspora passam a estar incluídos entre os beneficiários do programa de mobilidade “Bento de Góis”, promovido pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude.

O anúncio foi feito esta terça-feira por Maria João Carreiro, durante a III Reunião Plenária do Conselho da Diáspora Açoriana, em Ponta Delgada, onde integrou o painel “As novas gerações da diáspora açoriana”, na qual participou também o Vice-Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores, Christopher Gosselin.

Segundo a Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, “este programa já incluía as comunidades da diáspora como recetoras de jovens residentes nos Açores, mas faltava criar esta oportunidade para trazer aos Açores os jovens a residir na diáspora, numa lógica de aproximação identitária e de interação com jovens residentes na Região”. 

Assim, e de acordo com o novo regulamento do “Bento de Góis”, publicado hoje em Jornal Oficial, foi criada a “Ação 4 – Diáspora nos Açores” no programa.

Podem organizar projetos de mobilidade de jovens naturais ou açordescendentes a residir na diáspora, as Casas dos Açores, associações religiosas, culturais, desportivas e recreativas, cuja atividade seja destinada a açorianos ou descendentes de açorianos ou presididas por açorianos ou descendentes de açorianos.

As candidaturas estão abertas durante todo o ano e são submetidas no Portal da Juventude, em juventude.azores.gov.pt, 60 dias antes do início do projeto nos Açores.

Podem apresentar e dinamizar localmente projetos de receção dos jovens residentes na diáspora, as associações inscritas no Registo Açoriano de Associação Juvenis, grupos informais de jovens, jovens em nome individual maiores de 18 anos de idade, estabelecimentos de ensino básico, secundário e profissional, associações sem fins lucrativos com atividades destinadas a jovens ou cooperativas com atividades na área do apoio social aos jovens.

“Queremos pôr os jovens da diáspora a dialogar e a trocar experiências com os jovens residentes na Região, unidos não só pela partilha de laços identitários comuns, mas também pela disponibilidade, vontade e interesse para olhar os Açores e projetá-lo num futuro de ainda mais modernidade”, defendeu a Secretária Regional.

Os grupos de deslocação aos Açores têm de ter um mínimo de cinco e um máximo de 12 participantes, sendo que cada jovem participante recebe um apoio diário para despesas de alojamento, alimentação, transportes e atividades a desenvolver durante o projeto.

Os projetos têm uma duração mínima de quatro dias e máxima de seis dias, excluindo os dias da viagem.

Maria João Carreiro lembrou, ainda, que os jovens naturais ou descendentes de açorianos a residir nas comunidades açorianas espalhadas pelo Mundo podem ainda beneficiar do Cartão Interjovem, ao qual estão associados descontos e condições favoráveis para mobilidade, alimentação, lazer e turismo, bem como do AECT – Programa de Apoio ao Empreendedorismo, Criatividade e Talento Jovem, através do qual são apoiados projetos desenvolvidos pelas Casas dos Açores para divulgar a identidade açoriana fora da Região.

A governante defendeu que é preciso continuar a criar “canais permanentes de ligação” entre os jovens açorianos residentes na Região e residentes na diáspora, “transformando a ligação emocional às raízes numa relação ativa de participação, conhecimento e cooperação” que lhes permitam viver os Açores para além da memória familiar.

“Temos de garantir que um jovem açor-descendente, mesmo nascido longe das nossas ilhas, sinta que os Açores também são seus. Que pode fazer parte das decisões, das transformações e das ambições desta terra”, defendeu Maria João Carreiro.

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