A Lagoa acolheu o VIII Encontro Regional das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Região Autónoma dos Açores, promovido pelo Comissariado dos Açores para a Infância, que decorreu no Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, sob o tema “Da Prevenção à Intervenção: Que futuro para o Sistema de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens?”.
A sessão de abertura contou com a participação da vereadora da Câmara Municipal de Lagoa, Graça Costa, que destacou a responsabilidade do poder local na construção de respostas de proximidade, sublinhando que “cada sinalização que chega a uma CPCJ representa uma voz que precisa de ser ouvida, uma família vulnerável que precisa de ser apoiada e uma criança que merece ver plenamente assegurados os seus direitos”.
A vereadora defendeu a importância de fortalecer as redes de parceria local, considerando que “nenhuma CPCJ trabalha sozinha” e que é necessário garantir que “a prevenção chegue sempre antes do perigo”. Neste sentido, destacou o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Lagoa, em articulação com a CPCJ de Lagoa e as entidades de primeira linha do concelho, que conduziu à elaboração do Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens.
“Proteger uma criança não é responsabilidade de uma única entidade. É uma responsabilidade partilhada, que exige proximidade, conhecimento do território, articulação e, sobretudo, capacidade de trabalhar em conjunto”, afirmou. Neste âmbito, Graça Costa apontou como desafios a necessidade de garantir recursos humanos estáveis e com disponibilidade efetiva para as CPCJ, criar mecanismos mais céleres de acesso a respostas de saúde especializadas, clarificar responsabilidades e prazos entre os diferentes intervenientes e reduzir a burocracia, promovendo uma melhor articulação e partilha de informação, sempre salvaguardando os direitos e a proteção de dados das crianças e das famílias.
A vereadora salientou, ainda, o compromisso da Câmara Municipal em continuar a colaborar estreitamente com a CPCJ de Lagoa, enquanto entidade de intervenção de primeira linha e parceira ativa na construção de respostas dirigidas às crianças, aos jovens e às suas famílias. “Queremos continuar a contribuir para que as crianças e os jovens tenham acesso, de forma célere e articulada, às respostas de que necessitam nas áreas da saúde, da educação, da ação Social e de outras áreas essenciais ao seu desenvolvimento e bem-estar”, afirmou.
O VIII Encontro Regional das CPCJ constituiu, assim, um espaço de reflexão, partilha e cooperação entre os diferentes intervenientes na promoção dos direitos das crianças e jovens, contribuindo para uma intervenção mais articulada, preventiva e próxima das comunidades.

