Câmara Municipal de Ponta Delgada aprova voto de pesar pelo falecimento de Natália Carreiro Marcelino

Poder Local

A Câmara Municipal de Ponta Delgada aprovou, em reunião ordinária e por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento de Natália Carreio Marcelino, que foi atriz e contribuiu para a valorização da identidade cultural da Região.

Recorde-se que “em 2010, Natália Marcelino foi distinguida pela Câmara Municipal de Ponta Delgada com o Diploma de Reconhecimento Municipal, uma distinção honorífica destinada a enaltecer cidadãos ou entidades, nacionais ou estrangeiras, cuja atuação se tenha revelado meritória em benefício do concelho. Também a freguesia de São Pedro, onde viveu durante largos anos, atribuiu-lhe, igualmente, o título de Cidadã Honorária, em 2013”.

Reconhecida pelas personagens de forte carácter que deu vida em produções da televisão açoriana, de projeção nacional e junto das comunidades emigrantes, como “Xailes Negros” e “O Barco e o Sonho”, realizadas, na década de 1980, pelo artista açoriano Zeca Medeiros, Natália Marcelino constituiu-se como uma referência de cultura e de memória de Ponta Delgada.

Segundo o voto aprovado, “a 27 de março de 2013, foi homenageada no âmbito do Dia Mundial do Teatro, aquando da apresentação de uma brochura dedicada a figuras marcantes do teatro popular e de revista, na freguesia da Fajã de Baixo” e a sua participação comunitária “estendeu-se ainda a iniciativas de salvaguarda da memória coletiva, destacando-se o documentário ‘Memórias do Coliseu’, exibido na RTP/Açores, por ocasião da reabertura daquele espaço emblemático, em 2005, após um processo conduzido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada para a sua aquisição e completa reabilitação, devolvendo-o às múltiplas expressões artísticas que, historicamente, acolheu”.

Com o voto apresentado, a autarquia pretende honrar e dar nota pública do valioso contributo de Natália Marcelino para “a afirmação do nome de Ponta Delgada no plano nacional e junto da Diáspora, deixando um legado relevante no domínio do património teatral e televisivo açoriano, bem como na valorização da nossa identidade cultural”.

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