Governo dos Açores destaca papel estratégico do Laboratório Regional de Sanidade Vegetal na segurança e modernização agrícola

Agro-Economia Notícias dos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, acompanhado pelo Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, visitou as instalações do Laboratório Regional de Sanidade Vegetal (LRSV), em Ponta Delgada, sublinhando que esta unidade se afirma cada vez mais como uma peça-chave na modernização e segurança da agricultura açoriana.

Para o governante, o trabalho analítico e preventivo desenvolvido por esta entidade tutelada pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA) é fundamental para garantir a segurança alimentar na Região e sustentar a convicção de que os Açores estão preparados para, nos próximos dez anos, aumentar significativamente a produção local e reduzir a dependência do exterior.

Reconhecido oficialmente desde 2016 pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) como autoridade no combate a pragas vegetais, o laboratório conta atualmente com 27 inspetores fitossanitários distribuídos por todas as ilhas, assegurando desde a deteção atempada de doenças até à análise minuciosa de amostras de solo, plantas e insetos.

Integrada nesta unidade de excelência funciona a Rede de Monitorização e Avisos Agrícolas dos Açores (RMAAA), uma infraestrutura estratégica que combina observação fitossanitária, informação meteorológica e modelos de previsão para avaliar riscos e informar os produtores em tempo oportuno.

Esta rede regional de enorme abrangência territorial é composta por 160 pontos de acompanhamento, unindo 105 Postos de Observação Biológica, onde são avaliadas diferentes pragas, e 55 Estações Meteorológicas Automáticas.

A recolha contínua destes dados permite um controlo eficaz e uma prevenção rigorosa de doenças, com especial incidência e impacto positivo nas áreas da horticultura, fruticultura e floricultura.

A evolução do acompanhamento fitossanitário no arquipélago passa agora também pela inovação tecnológica, nomeadamente através da incorporação de armadilhas inteligentes no âmbito do projeto OHVENET e da forte colaboração com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

Com a instalação destes equipamentos de vanguarda, a DRAVA e o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA) estão a testar soluções de inteligência artificial e de digitalização aplicadas à identificação e acompanhamento de insetos-praga.

“Esta modernização permite reduzir drasticamente o tempo de resposta técnica, aumentar a frequência de observação e aproximar, de forma decisiva, o trabalho de campo da avaliação em laboratório”, sustenta António Ventura.

A importância desta monitorização contínua e da capacidade de resposta rápida dos serviços está bem patente na estratégia de combate à Vespa velutina.

Após a primeira deteção da espécie na ilha de São Miguel, a 27 de janeiro de 2025, foi prontamente montada uma vasta rede de armadilhagem no terreno.

Para otimizar esta complexa operação, a Divisão de Tecnologias de Informação e Comunicação da tutela desenvolveu, já no decorrer de 2026, uma plataforma informática dedicada ao registo e georreferenciação exata dos equipamentos e dos espécimes.

Atualmente, a ilha de São Miguel conta com 597 armadilhas ativas, responsáveis pela captura de 75 vespas desde o passado dia 1 de janeiro, num esforço contínuo de proteção dos ecossistemas e da produção alimentar que espelha o sucesso do trabalho conjunto com parceiros do setor, como a Federação Agrícola dos Açores.

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